| |
A Fórmula 3 Sul-americana foi enquadrada na Lei de Incentivo ao Esporte (Lei no 11.438/06). O projeto aprovado pela Comissão Técnica do Ministério do Esporte estabelece que a categoria receba aportes via renúncia fiscal por parte das empresas patrocinadoras, que poderão abater até 1% do Imposto de Renda devido. O benefício não compete com outros incentivos fiscais, sendo exclusivo do segmento esportivo.
Principal categoria de base do automobilismo na América do Sul, a F3 é aquela que melhor prepara e mais revela futuros talentos para as principais categorias do automobilismo mundial. A F3 tem a supervisão da Confederação Sul-Americana de Automobilismo (Codasur) e da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Desde que foi criada, em 1987, já revelou grandes nomes do automobilismo mundial e nacional. Muitos deles brilham hoje nas pistas ao redor do mundo, em categorias de ponta com a Fórmula 1 (Rubens Barrichello), Fórmula Indy (Hélio Castroneves, Vitor Meira, Bruno Junqueira), GP2 (Lucas Di Grassi, Luiz Razia, Diego Nunes), American Le Mans Series (Christian Fittipaldi), F3 Inglesa (Pedro Enrique), entre outras.
Em 2009, a F3 Sul-americana deu um salto de qualidade e ampliou sua importância no cenário automobilístico com diversas ações a fim de fortalecer seu papel como formadora de pilotos e outros profissionais do meio (mecânicos, técnicos, engenheiros). Entre os principais avanços está a correção da defasagem tecnológica por meio da importação de novos chassis Dallara F-309, os mesmos que equipam a Fórmula 3 na Inglaterra e que têm a chancela da FIA para serem utilizados até 2011.
Equipado com motor Berta-Ford, com 4 cilindros, 255 HP de potência, um F3 é capaz de atingir velocidade máxima de 270 km/h, o que faz da F3 Sul-americana a mais veloz entre todas as F3 disputadas no mundo (F3 Japonesa, F3 Alemã, F3 Européia, F3 Inglesa e F3 Espanhola). Em função da equiparação tecnológica com a Europa e dos custos mais competitivos em relação a categorias européias e norte-americanas, a F3 torna-se uma opção atrativa em monopostos na América do Sul.
O ano de 2009 marca também o ressurgimento da F3 Light como a categoria de acesso à F3 principal. Como um dos melhores laboratórios para os pilotos recém-saídos do Kart, a F3 Light conta com o chassi Dallara F301, utilizado até o ano passado pela categoria-mãe. As únicas diferenças para o carro da F3 principal estão na composição de pneus (composto endurance) e na parte aerodinâmica. O campeonato sul-americano de F3 é dividido em 18 corridas (9 etapas duplas), sendo duas delas realizadas fora do Brasil (Argentina e Uruguai). Em 2009, os pilotos da F3 Sul-americana correm atrás do título e das melhores colocações no campeonato, que valerá aos quatro primeiros (campeão e vice da F3 principal e da F3 Light) uma semana de testes em uma categoria do automobilismo europeu. |
|